Atenção Primária

Saúde Mental

O SUS oferece atendimento psicológico gratuito, por videochamada, a quem enfrenta problemas com jogos e apostas e a mulheres. A estratégia é do Ministério da Saúde, e a AgSUS opera a plataforma onde o atendimento começa.

Mulher de óculos, com fone de ouvido e colete da AgSUS, fala diante do computador numa cabine de atendimento. Na parede, o cartaz "Não aposte sua saúde", do Ministério da Saúde.

Teleatendimento em saúde mental

O teleatendimento é para pessoas com 18 anos ou mais. A estratégia é do Ministério da Saúde e leva a marca Agora Tem Especialistas em Saúde Mental. Desde agosto de 2026, quem pede o atendimento pelo aplicativo Meu SUS Digital é levado à plataforma da AgSUS, onde faz o cadastro e o acolhimento inicial e acompanha o agendamento.

O teleatendimento complementa o cuidado presencial e não substitui os serviços da rede. Ele se articula com as Unidades Básicas de Saúde e com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o conjunto de serviços de saúde mental do SUS, do qual fazem parte os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Posto de teleatendimento com o cartaz do serviço para quem aposta, em agosto de 2026. Foto: Nara Cardoso/AgSUS

Para quem

Jogos e apostas

Desde a primeira semana de agosto de 2026, para quem percebe que as apostas afetam a saúde mental, o dinheiro, a família, o trabalho ou a convivência. Familiares de quem aposta também podem pedir apoio.

Mulheres

Desde 24 de agosto de 2026, pelo Acolhe Mais, com prioridade para quem vive ou viveu violência e para mães e outras mulheres que cuidam, sem remuneração, de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Não é preciso comprovar a situação nem ter encaminhamento.

Cada um dos dois serviços tem capacidade para até 100 mil teleatendimentos por mês.

Como acessar

O pedido é feito no aplicativo ou no portal Meu SUS Digital:

  1. Procure o serviço: "Não aposte sua saúde", para quem aposta e para familiares, ou "Acolhe Mais", para mulheres.

  2. Leia os termos de uso e as informações sobre a proteção dos dados pessoais.

  3. Faça o cadastro e responda às perguntas do acolhimento digital, sobre a situação atual e sobre como e quando prefere receber o contato.

  4. Guarde o número de protocolo. A equipe avalia as respostas, entra em contato e agenda a consulta.

As respostas são sigilosas e servem para indicar o cuidado mais adequado. Os casos de maior risco podem ter prioridade. No Acolhe Mais, o retorno é em até 24 horas, e as consultas acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Em situação de urgência ou de risco imediato, não espere o teleatendimento, que é para consultas agendadas: ligue para o Samu, no 192, ou procure uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um hospital.

Como é o acompanhamento

A primeira consulta é de acolhimento. Depois, o psicólogo pode indicar um ciclo de até dez sessões, de cerca de 50 minutos, de preferência uma vez por semana. No Acolhe Mais, os atendimentos são feitos só por psicólogas, e a mesma profissional acompanha a usuária durante o ciclo, que pode ser renovado.

Ao fim do ciclo, a pessoa pode receber alta, continuar o acompanhamento a distância ou ser encaminhada para atendimento presencial: na Unidade Básica de Saúde, num CAPS ou em outro serviço da rede, inclusive da assistência social.

O papel da AgSUS

O Ministério da Saúde define a estratégia e responde pelo Meu SUS Digital, a porta de entrada. A AgSUS mantém a plataforma para onde o aplicativo leva as pessoas, com o acolhimento digital, o cadastro e o agendamento. Também conduziu a contratação dos serviços de telessaúde em saúde mental, com audiência pública em abril de 2026 e pregão eletrônico homologado em julho.

A atribuição está no 12º Termo Aditivo ao Contrato de Gestão com o Ministério, assinado em 9 de abril de 2026: implantar um serviço nacional de atendimentos remotos em saúde mental, articulado à Atenção Primária e integrado à RAPS.

Os dois serviços começaram em março de 2026, em escala menor: o de apostas pelo Proadi-SUS, com o Hospital Sírio-Libanês, e o de mulheres como projeto-piloto em Recife e no Rio de Janeiro. A oferta para todo o país, em agosto, passou a usar a plataforma da AgSUS.

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